ARTE
Adeus à Rainha das Bolinhas: O Legado Infinito de Yayoi Kusama
O mundo da arte perdeu um de seus nomes mais brilhantes e singulares. A artista japonesa Yayoi Kusama faleceu aos 97 anos, em um hospital de Tóquio. Conhecida mundialmente por suas imersões psicodélicas, bolinhas (polka dots) e instalações de espelhos infinitos, Kusama deixa uma marca eterna na cultura contemporânea e uma legião de admiradores apaixonados por sua estética inconfundível.
A genialidade de Kusama nasceu de um lugar muito íntimo e desafiador. Desde a infância, a artista sofria de alucinações visuais nas quais padrões repetitivos — como pontos, redes e flores — pareciam cobrir tudo ao seu redor, desde paredes até o seu próprio corpo. Para lidar com o pavor e traduzir esse transbordamento mental, ela transformou o sofrimento em criação. Ao cobrir superfícies infinitamente com suas famosas bolinhas, ela exercitava o que chamava de "auto-anulação": uma forma de dissolver o próprio ego e se conectar com a imensidão do cosmos.
No Brasil, o público teve o privilégio de vivenciar a força dessa imersão de perto através do Instituto Inhotim, em Minas Gerais. O museu abriga obras marcantes da artista, como a icônica instalação I’m Here, But Nothing ("Estou Aqui, Mas Não Estou"), onde uma sala comum é totalmente tomada por milhares de adesivos fluorescentes que ganham uma dimensão cósmica sob a luz negra, além de intervenções célebres como o Narcissus Garden. É uma experiência física que transporta o espectador para dentro da mente da artista.
Até seus últimos dias, Kusama permaneceu com o pincel nas mãos, pintando e criando com a mesma intensidade de sua juventude. Seu universo de bolinhas e espelhos continuará ecoando em galerias, museus e no coração de quem teve a sorte de cruzar com sua arte. Descanse em paz, Yayoi Kusama.
MOMENTOS
MÚSICA
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Rubel & Tom ZéItem de lista 1
O Coala Festival 2026, marcado para 12 e 13 de setembro no Memorial da América Latina em São Paulo, anunciou sua programação no Auditório Simón Bolívar com Rubel e Orquestra no sábado e o show "Tom Zé, 90 Anos" no domingo, ambos inclusos no ingresso geral. O evento também traz nomes como Maria Bethânia, Emicida, Criolo e novidades como a Vila Coala. Os ingressos estão à venda no Total Acesso.
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MÚSICA E LITERATURAItem de lista 2
Mauí e King Saints — ambos nascidos em Duque de Caxias — são os novos destaques confirmados na FLIDUC 2026, que acontece de 23 a 26 de setembro no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Junto à atriz Lohanna Alves e a Victor David, eles participarão de uma mesa sobre Slam e Território e de um workshop de empreendedorismo musical. Com indicações ao Grammy Latino e composições em álbuns de destaque nacional, como o de Anitta, os artistas levam para o festival a força da periferia carioca e referências da nova música urbana, misturando pop, funk, R&B, grime e soul.
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BURAKA SOMItem de lista 3
Kalaf Epalanga — escritor, pesquisador e cofundador do Buraka Som Sistema — terá seu romance “Também os Brancos Sabem Dançar” adaptado para o cinema pela Wonder Maria Filmes, com roteiro do próprio autor em parceria com Fernanda Polacow e lançamento previsto para 2028. A obra, que aborda migração e identidade a partir da cena musical de Lisboa, ganha as telas em meio à retomada do Buraka Som Sistema, cujo show no Coala Festival em 12 de setembro marca a única apresentação do grupo na América do Sul nesta turnê de retorno.
VÍDEO | PRODUÇÃO EXECUTIVA BEATS CLUB 67
Dantas Solo e Paulo Portuga uniram forças criativas para dar vida a Fenda, um projeto musical e audiovisual que nasceu do resgate de uma poesia inacabada e do luto pós-pandemia. Inspirada pelo surrealismo de Salvador Dalí e pela estética psicodélica dos anos 70, a canção aborda a dor de relações mal resolvidas e do luto através da reflexão: "O que resta a um coração partido além de esperança?". Produzido com apoio de parceiros locais de Dourados (MS), o clipe retrata a jornada de um poeta artesão em uma viagem visual nostálgica e marcante.
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